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Especialistas destacam importância da Doe de Coração no aumento de doação de órgãos

Realizado todo mês de setembro, o Movimento Doe de Coração celebra seu aniversário de 15 anos de existência no momento em que o Ceará atinge a menor taxa de recusa de famílias doadores do Nordeste, o que faz o estado chegar à marca de quase 15 mil doações de órgãos. Os dados são da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), que divulgou recentemente que, entre janeiro e julho de 2017, 49% das famílias de potenciais doadores aceitaram doar órgãos e tecidos.


O movimento é uma proposta de cidadania e responsabilidade social da Universidade que reflete no aumento de doadores no Ceará e pretende reduzir ao máximo o tempo de espera na fila para doação a fim de constar saldo positivo, meta já alcançada, por exemplo, na fila para transplante de córneas, que se encontra zerada. Isso indica que não há necessidade de espera para a realização da cirurgia, pois o tecido já está disponível.


Além do trabalho realizado pela Central de Transplantes no Ceará e das demais equipes transplantadoras, um dos principais estimuladores para o crescimento no número de transplantes no estado é a solidariedade. Compreender a importância de doar órgãos diminui as chances de recusa. E, para ser doador, não precisa deixar mais nada por escrito, basta avisar à família sobre a vontade de doar.


Para o médico Huygens Garcia, chefe do serviço de transplantes de fígado do Hospital Universitário Walter Cantídio e do Hospital São Carlos, o papel da mídia ao veicular campanhas que incentivam a doação de órgãos e da sociedade é de extrema importância, uma vez que contribuem para aumento do número de transplantes.


“Cerca de 40% das famílias que perdem alguém por morte encefálica dizem ‘não’ à doação. Ainda é um percentual muito alto, ou seja, temos muito a melhorar. O papel da sociedade e dos meios de comunicação é essencial para reverter esse quadro e para aumentar o número de doações de forma a possibilitar, como é o caso, que mais pessoas tenham a doação e menos pessoas morram na fila de espera. Afinal, ainda existe uma grande taxa de pessoas na fila de espera. Diante desse quadro, campanhas desse tipo são muito importantes”, salienta.


Segundo o médico Fernando Barros, chefe da hematologia e transplante de medula óssea do Hospital Universitário Walter Cantídio e do Núcleo de Medula Óssea do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), o Movimento Doe de Coração é de fundamental importância, sendo o maior divisor no estado do Ceará no sentido de esclarecimento da população, e de melhora em termos dos números. “É uma campanha que a gente valoriza bastante e acredita que tem tido uma ação transformadora no processo de entendimento da doação tanto de órgãos sólidos, como de medula óssea”, ressalta.


De 1º de janeiro a 23 de agosto, o Ceará registrou 57 transplantes de medula óssea. Segundo Fernando Barros, os números no estado vêm crescendo nos últimos anos. “Hoje nós já realizamos 340 transplantes no nosso estado, números excelentes em termos de resposta ao tratamento e ao transplante. Nós estamos acima de 95% de resposta aos transplantes autólogos, quando são utilizadas as próprias células-tronco do paciente, tratadas com altas doses de radiação ou quimioterapia para garantir que não existam células cancerígenas, e 90% nos transplantes alogênicos, quando são utilizadas células-tronco de um doador saudável”, enfatiza.

 

 

Na Unifor


 A Universidade de Fortaleza (Unifor) deu prosseguimento em 2 de setembro à divulgação do Movimento Doe de Coração, iniciativa que objetiva incrementar a doação de órgãos e tecidos no Ceará. Doar órgãos é um ato de solidariedade, coletividade e fraternidade e foi com base nesse pensamento que a Unifor reuniu cerca de 50 pessoas na praça central do campus. De mãos dadas, formaram a marca da campanha, com o objetivo de divulgar o movimento entre alunos e colaboradores, além de conscientizar a comunidade universitária sobre a importância desse ato de solidariedade.

 

 

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